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Arquivo da Categoria: Leitura

Era uma vez um Marquês…

Propuseram o início –  “Foi assim que tudo começou…” – e as ideias floresceram.

O olhar despertou a imaginação, as mãos transformaram papéis, pedras, barro, nasceram imagens, modelos, histórias.

Era uma vez um Marquês narra o afeto entre gerações, assumindo a curiosidade de uma menina como pretexto para recontar a vida do Marquês de Sá da Bandeira, contada pela Avó. 

Na Biblioteca da Sá da Bandeira, as páginas desta história acolhem quem entra, mostradas à entrada.

Uma assinatura consta nas imagens, a  autora do  texto e das ilustrações  – Teresa Teigas.

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Publicado por em 8 de Junho de 2019 em Bibliotecando, Escrita, Leitura

 

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Orgulhosamente Sá da Bandeira

Palavras são como  cerejas –  braço dado, uma ampara outra, as duas falam, outra se lhes junta, subitamente uma frase, um texto e de conversa nasce poema, conto, novela, romance, saga.

Assim, também as telas, sedentas de cor, traço sentido, pinceladas clássicas, risco modernista ou luz barroca.

Maio é como palavras e telas, verdejante, solar e amadurecido, azul ora límpido ora algodoado, inverno ido, primavera madura, verão anunciado.

Por isso, a Biblioteca da Sá da Bandeira convoca os alunos que trazem maio na escrita e nas telas, os  conhecidos, já estudados por muitos,  e os que vão publicando.

Convidamos todos a ver a exposição com as obras  daqueles de quem dizemos

ORGULHOSAMENTE SÁ DA BANDEIRA:

 

 

 

 

 

 

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Português e Literatura – o currículo na Biblioteca

Português e Literatura Portuguesa, a língua e a escrita, a escola e a aprendizagem – um caminho a par, faces de uma mesma Pátria como disse Bernardo Soares no Livro do Desassossego, assim, originalmente:

«Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente. Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m’a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.» 

Na Biblioteca, a exposição mostra os livros e a literatura do currículo, desde 1843, ano em nascemos Lyceu, até 1943, ano em que habitámos a nova casa e renascemos Liceu Nacional Sá da Bandeira.

 

 

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Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

 

Livros-Selçuk Demirel

Livros Selçuk Demirel

UNESCO

Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

23 de abril de 2019

Os livros permitem-nos olhar para o nosso mundo interior e, ao mesmo tempo, abrem o caminho para o respeito mútuo e a compreensão entre os povos, superando todas as fronteiras e diferenças.

Nestes tempos de instabilidade, os livros encarnam o engenho humano, dando corpo à riqueza da experiência humana, verbalizando a busca de sentido e de expressão que todos partilhamos, o que faz avançar todas as sociedades.

Os livros contribuem para unir a humanidade numa única família, com um passado, uma história e um património em comum, para construir um futuro partilhado em que todas as vozes serão ouvidas no grande coro das aspirações humanas. Os livros são os nossos aliados na difusão da educação, da ciência, da cultura e da informação em todo o mundo.

Os livros são também uma forma de expressão cultural que faz parte de uma determinada língua e vive através dela. Cada publicação é criada numa língua específica e destina-se a um grupo de leitores que fala essa língua. Assim, cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num determinado ambiente linguístico e cultural. Este ano destacamos a importância desta dimensão, uma vez que 2019 foi proclamado Ano Internacional das Línguas Indígenas, e será liderado pela UNESCO, para reafirmar o compromisso da comunidade internacional em apoiar os povos indígenas a preservarem as suas culturas, os seus conhecimentos e os seus direitos.

Este dia oferece uma oportunidade para refletirmos juntos sobre a melhor forma de difundirmos a cultura da escrita e fazermos com que todos os indivíduos, homens, mulheres e crianças tenham acesso à mesma.

É este espírito de inclusão e de diálogo que anima a cidade de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), a qual se tornará Capital Mundial do Livro 2019, no Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor 2019. Sharjah foi selecionada em reconhecimento do seu programa “Leia – Está em Sharjah”, cujo propósito é alcançar as populações marginalizadas e propor-lhes ofertas criativas com vista a envolver as populações migrantes e atuar como uma “força motriz” de inclusão social, criatividade e respeito.

Com Sharjah, os nossos parceiros, nomeadamente a Associação Internacional de Editores, a Federação Internacional de Livreiros, a Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias e toda a comunidade internacional, vamos unir-nos para celebrar o livro como manifestação da criatividade, do desejo de partilhar as ideias e o conhecimento e de promover a compreensão, o diálogo e a tolerância. Esta é a mensagem da UNESCO neste Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.

Audrey Azoulay

 
 

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Mensagem da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

MIBE2018

Com a Biblioteca Escolar TODOS LEEM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS COMUNICAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS DESCOBREM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS PARTILHAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS CRIAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS INTERVÊM.

Mensagem da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

Outubro, mês dedicado às bibliotecas escolares incentiva-nos ao reforço desta REDE e à reflexão sobre o lugar da biblioteca naquele que é o processo de formação da criança e do jovem.

Suportados no valor do saber e da aprendizagem procuramos conciliar respostas ajustadas aos desafios mais gerais da educação, perseguindo os nossos propósitos de sempre: atender aos diferentes perfis dos nossos alunos com respostas adequadas às suas necessidades individuais.

Colaboração, inovação, inclusão, … algumas das marcas que têm acompanhado o desenvolvimento da RBE e que vão ao encontro das medidas educativas ministeriais preconizadas para este ano. Para as bibliotecas escolares é a oportunidade de reforçar a sua intervenção, participando ativamente neste desígnio e estreitando o trabalho colaborativo entre a biblioteca e os docentes das diferentes áreas curriculares, contribuindo para a flexibilidade das aprendizagens.

Igualmente, a multiplicidade de saberes e competências e o carácter mais humanista da formação do aluno, previsto no Perfil dos alunos no final da escolaridade obrigatória têm, na biblioteca, um suporte e um apoio indispensáveis.

A relação privilegiada, de proximidade, que desenvolvemos nesta REDE, permitirá continuarmos a encontrar as melhores respostas aos múltiplos desafios que, permanentemente, nos confrontam. Nesse sentido, o desenvolvimento da RBE tem tido como pilar estruturante o lançamento anual de diferentes candidaturas que amplificam as possibilidades das bibliotecas adequarem os projetos à sua realidade ao mesmo tempo que proporcionam percursos inovadores diversificados.

Para uma efetiva conjugação de esforços entre todos destacámos, este ano, um conjunto de áreas prioritárias que nos parecem essenciais para consolidar o nosso trabalho.

Naturalmente, a leitura, transversal que é, na nossa ação, destaca-se perspetivando-se mais verticalmente. Convictos da importância da promoção de um trabalho que envolva toda a comunidade escolar propusemo-nos encontrar modos de melhor garantir o acesso à leitura, tornando-a numa prática quotidiana nas nossas escolas. Apresentámos, por isso, um conjunto de propostas ajustáveis para serem promovidas em escolas do 1º ciclo e em jardins-de-infância – Roteiro para uso das bibliotecas escolares: escolas do ensino básico e Jardins-de-infância.

Sendo a formação de bons leitores o primeiro e último desígnio do trabalho nas bibliotecas, estão criadas múltiplas oportunidades de desenvolvimento desta prática através das candidaturas: Ideias com méritoBiblioteca digitalLeituras… com a bibliotecaTodos juntos podemos lere de projetos como Miúdos a votosClássicos em redeSOBE+ e, mais recentemente, Cientificamente provável. Além disto, temos tido a preocupação de inscrever no nosso plano de formação anual, propostas que equacionam a leitura hoje e fazem da biblioteca o polo catalisador desta dinâmica.

Lugar de interseção entre pessoas, conhecimentos e valores, a biblioteca escolar pode e deve favorecer exercícios de cidadania que apetrechem os alunos com ferramentas que lhes permitam uma maior consciência de si próprios, do seu lugar no mundo e da sua relação com o outro.

Vivemos tempos acelerados de mudança. A forma como acedemos à informação, como nos relacionamos e como lemos impõe a reflexão e adoção de medidas consentâneas com essa realidade. A biblioteca escolar deve, cada vez mais ser um espaço aberto, itinerante na comunidade, que crie estratégias concertadas para que o gosto pela leitura se torne central para os alunos, tanto na sua vida académica como nas suas atividades de lazer, levando-os a ler, escrever e criar produtos com valor nos vários ambientes em que vivem.

A biblioteca, espaço de encontro e de troca a diferentes níveis, deve procurar diversificar os contextos de leitura, realizar um trabalho de curadoria e provocar permanentemente a comunidade para a criação colaborativa de oportunidades de aprendizagem estimulantes para os alunos.

A resposta a estes desafios tem de ser individual e coletiva. Por isso, perante a proposta de reflexão lançada este ano pela IASL para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, respondemos individualmente, com a dedicação que cada um põe no seu trabalho, e em rede, com a consciência de que:

Com a Biblioteca Escolar TODOS LEEM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS COMUNICAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS DESCOBREM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS PARTILHAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS CRIAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS INTERVÊM.

Aos professores bibliotecários, docentes das equipas das bibliotecas escolares, assistentes operacionais e alunos, desejo que a celebração em torno do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares se traduza num ano inteiro de boas experiências!

Votos de bom trabalho!

Manuela Pargana Silva

Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

 

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Concurso Nacional de Leitura

Está já a decorrer a 13.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL).

Na Escola Secundária de Sá da Bandeira, as inscrições estão abertas. 

Agora basta ler uma das obras selecionadas:

CNL-ESSB2018

 

 

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Aos LEITORES

Ler+2027

Aos Leitores 

                Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir… E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

                Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores… Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

                É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

                Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.

Teresa Calçada,

Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027

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