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Arquivo da Categoria: Literacias

Fotografia digital nas bibliotecas

Foi publicada a Lei n.º 31/2019, de 3 de maio, que regula a utilização de dispositivos digitais de uso pessoal e permite a reprodução digital, em imagens, de documentos,  nas bibliotecas e arquivos públicos.

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Ilustração de Dale Edwin Murray (http://www.daleedwinmurray.com/)

Assim, a  partir de junho, é permitida a reprodução de documentos, utilizando  telemóveis digitais, tablets e outros dispositivos portáteis, nas salas de leitura das bibliotecas.

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‘Isto é Matemática’ na Sá da Bandeira

 

De quantas maneiras se pode dobrar um mapa? Para que serve um dodecaedro romano? Que fenómeno faz levitar a corrente do ralo da banheira, quando cai?

Estes foram apenas alguns dos Maiores segredos do mundo que o Professor Rogério Martins, o autor e apresentador do programa “Isto é Matemática”, mostrou aos alunos da Sá da Bandeira e da D. João II.

Doutorado em Matemática na área de Sistemas Dinâmicos e Equações Diferenciais, Rogério Martins é professor e investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova.

No Agrupamento Sá da Bandeira, o Professor mostrou, com humor, que a Matemática é omnipresente no quotidiano. Foram sessões onde houve segredos com alegria, factos matemáticos bem-dispostos, resultado da colaboração entre a Biblioteca da Sá da Bandeira e o grupo de Matemática.

 

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Mensagem da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

MIBE2018

Com a Biblioteca Escolar TODOS LEEM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS COMUNICAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS DESCOBREM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS PARTILHAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS CRIAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS INTERVÊM.

Mensagem da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

Outubro, mês dedicado às bibliotecas escolares incentiva-nos ao reforço desta REDE e à reflexão sobre o lugar da biblioteca naquele que é o processo de formação da criança e do jovem.

Suportados no valor do saber e da aprendizagem procuramos conciliar respostas ajustadas aos desafios mais gerais da educação, perseguindo os nossos propósitos de sempre: atender aos diferentes perfis dos nossos alunos com respostas adequadas às suas necessidades individuais.

Colaboração, inovação, inclusão, … algumas das marcas que têm acompanhado o desenvolvimento da RBE e que vão ao encontro das medidas educativas ministeriais preconizadas para este ano. Para as bibliotecas escolares é a oportunidade de reforçar a sua intervenção, participando ativamente neste desígnio e estreitando o trabalho colaborativo entre a biblioteca e os docentes das diferentes áreas curriculares, contribuindo para a flexibilidade das aprendizagens.

Igualmente, a multiplicidade de saberes e competências e o carácter mais humanista da formação do aluno, previsto no Perfil dos alunos no final da escolaridade obrigatória têm, na biblioteca, um suporte e um apoio indispensáveis.

A relação privilegiada, de proximidade, que desenvolvemos nesta REDE, permitirá continuarmos a encontrar as melhores respostas aos múltiplos desafios que, permanentemente, nos confrontam. Nesse sentido, o desenvolvimento da RBE tem tido como pilar estruturante o lançamento anual de diferentes candidaturas que amplificam as possibilidades das bibliotecas adequarem os projetos à sua realidade ao mesmo tempo que proporcionam percursos inovadores diversificados.

Para uma efetiva conjugação de esforços entre todos destacámos, este ano, um conjunto de áreas prioritárias que nos parecem essenciais para consolidar o nosso trabalho.

Naturalmente, a leitura, transversal que é, na nossa ação, destaca-se perspetivando-se mais verticalmente. Convictos da importância da promoção de um trabalho que envolva toda a comunidade escolar propusemo-nos encontrar modos de melhor garantir o acesso à leitura, tornando-a numa prática quotidiana nas nossas escolas. Apresentámos, por isso, um conjunto de propostas ajustáveis para serem promovidas em escolas do 1º ciclo e em jardins-de-infância – Roteiro para uso das bibliotecas escolares: escolas do ensino básico e Jardins-de-infância.

Sendo a formação de bons leitores o primeiro e último desígnio do trabalho nas bibliotecas, estão criadas múltiplas oportunidades de desenvolvimento desta prática através das candidaturas: Ideias com méritoBiblioteca digitalLeituras… com a bibliotecaTodos juntos podemos lere de projetos como Miúdos a votosClássicos em redeSOBE+ e, mais recentemente, Cientificamente provável. Além disto, temos tido a preocupação de inscrever no nosso plano de formação anual, propostas que equacionam a leitura hoje e fazem da biblioteca o polo catalisador desta dinâmica.

Lugar de interseção entre pessoas, conhecimentos e valores, a biblioteca escolar pode e deve favorecer exercícios de cidadania que apetrechem os alunos com ferramentas que lhes permitam uma maior consciência de si próprios, do seu lugar no mundo e da sua relação com o outro.

Vivemos tempos acelerados de mudança. A forma como acedemos à informação, como nos relacionamos e como lemos impõe a reflexão e adoção de medidas consentâneas com essa realidade. A biblioteca escolar deve, cada vez mais ser um espaço aberto, itinerante na comunidade, que crie estratégias concertadas para que o gosto pela leitura se torne central para os alunos, tanto na sua vida académica como nas suas atividades de lazer, levando-os a ler, escrever e criar produtos com valor nos vários ambientes em que vivem.

A biblioteca, espaço de encontro e de troca a diferentes níveis, deve procurar diversificar os contextos de leitura, realizar um trabalho de curadoria e provocar permanentemente a comunidade para a criação colaborativa de oportunidades de aprendizagem estimulantes para os alunos.

A resposta a estes desafios tem de ser individual e coletiva. Por isso, perante a proposta de reflexão lançada este ano pela IASL para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, respondemos individualmente, com a dedicação que cada um põe no seu trabalho, e em rede, com a consciência de que:

Com a Biblioteca Escolar TODOS LEEM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS COMUNICAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS DESCOBREM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS PARTILHAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS CRIAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS INTERVÊM.

Aos professores bibliotecários, docentes das equipas das bibliotecas escolares, assistentes operacionais e alunos, desejo que a celebração em torno do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares se traduza num ano inteiro de boas experiências!

Votos de bom trabalho!

Manuela Pargana Silva

Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

 

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Dia Internacional para a erradicação da Pobreza

UNESCO18-ErradicaçãodaPobreza

Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO,
por ocasião do
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
17 de outubro de 2018

“O lugar da pobreza não é numa sociedade civilizada, mas sim num museu” declarou o bangladechiano Muhammad Yunus, um dos inventores do microcrédito, laureado com o Prémio Nobel da Paz em 2006 pelo seu compromisso em prol das populações mais desfavorecidas.
A pobreza é uma ofensa à dignidade humana, causa sofrimento e privação, impede o pleno desenvolvimento da pessoa, dificulta o pleno gozo dos direitos e das liberdades, atingindo, frequentemente, os mais vulneráveis, as mulheres e as crianças. É uma forma de servidão que gostaríamos, de facto, de relegar para outra época da humanidade.
Desde os anos 90, foram alcançados progressos consideráveis, à escala mundial, para travar a miséria e a indigência, fazendo com que mais de um bilhão de pessoas tivessem saído da pobreza extrema. Estes resultados fantásticos são um motivo de satisfação e de esperança, mas não devem ocultar os desafios que ainda nos falta ultrapassar. Atualmente, estima-se que 635 milhões de pessoas continuem a viver na pobreza extrema, ou seja, mais de 8% da população mundial. A grande maioria vive no Sul da Ásia e na África Subsariana.
A pobreza é um problema complexo que vem, muitas vezes, somar-se a outras situações de vulnerabilidade: assim, a taxa de pobreza é, frequentemente, mais elevada nos países considerados frágeis ou em situação de conflito. Além disso, as alterações climáticas e os desastres naturais atingem, habitualmente, populações mais expostas e menos preparadas para os enfrentar.
Por este motivo, temos que atuar simultaneamente em várias frentes. A pobreza não é apenas uma questão de recursos financeiros, é também um problema de falta de oportunidades. A erradicação da pobreza constitui o primeiro Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, estando contudo,
estreitamente ligada a outros objetivos tais como a garantia de boas condições sanitárias, o acesso a uma educação de qualidade para todos, a oportunidade de ter um emprego decente, a igualdade de género, ou ainda, a preservação do ambiente. A comunidade internacional – os Estados, mas também os atores da sociedade civil e as empresas privadas – deve redobrar os seus esforços para realizar, em conjunto, esses objetivos.
É essencial que o crescimento económico seja mais inclusivo e que ajude a criar empregos sustentáveis. É indispensável que todos os países garantam uma proteção social aos seus cidadãos para os proteger dos numerosos riscos socioeconómicos num mundo em mutação. A educação é uma formidável alavanca de desenvolvimento: é primordial que cada criança, rapaz ou rapariga, possa beneficiar de uma educação de base de 12 anos.
A educação deve incluir as questões relativas à saúde, à sexualidade, à igualdade de
género e ao desenvolvimento sustentável, de modo a quebrar o círculo vicioso de hábitos sociais e de representações coletivas que sustentam as desigualdades. A UNESCO, agência líder da ONU para a educação, concentra os seus esforços especialmente na educação das raparigas, verdadeiro motor de desenvolvimento e de paz.
Neste Dia Internacional e neste ano de celebração do 70º aniversário da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, mobilizemo-nos para que cada um e cada uma de
nós, em todo o mundo, possa beneficiar de condições de vida dignas.

Audrey Azoulay

 
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Publicado por em 17 de Outubro de 2018 em Cidadania, Literacias, Memória, UNESCO

 

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Por que amo a biblioteca escolar

Em 2018, a Rede de Bibliotecas Escolares lança um desafio aos alunos, a partir do tema:

MIBE2018

Com a hashtag #Eu♥BE, os alunos devem demonstrar a sua relação com a biblioteca escolar.

Como?

 – Criando uma frase, um meme, uma foto, um vídeo, ou outro original que ilustre a sua ligação à biblioteca escolar.

Como publicar?
– Partilhar no Facebook e/ou no Instagram com a hashtag #Eu♥BE.

Ter em atenção que  a hashtag #Eu♥BE só está a funcionar no Instagram, pelo que se deve  usar a hashtag #mibe_2018, tanto para novas publicações, como para republicar os posts efetuados até agora sobre este tema.

A RBE divulgará nos seus canais as propostas mais criativas que surgirem. 

Todas as informações estão disponíveis aqui.

 

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Aos LEITORES

Ler+2027

Aos Leitores 

                Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir… E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

                Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores… Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

                É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

                Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.

Teresa Calçada,

Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027

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Direitos de autor na era digital

No início de setembro, o Parlamento Europeu atualizou as regras dos direitos de autor em linha. Eis as renovadas normas de cidadania digital – o texto e o vídeo:

https://yt.europarltv.europa.eu/embed.min.html?id=6313&lang=pt

“Todos os dias, música, escrita, espetáculos e artigos de jornal são publicados em linha.

A revolução digital originou uma nova forma de consumir conteúdos artísticos e jornalísticos. Seja em linha ou fora de linha, os autores, artistas e jornalistas devem receber um pagamento justo pelo seu trabalho.

Por esta razão, o Parlamento votou para atualizar as regras dos direitos de autor em linha,que datam de há 17 anos. Gostaríamos que as plataformas assumissem mais responsabilidade sobre os conteúdos da plataforma e, em segundo lugar, gostaríamos de evitar a violação de obras protegidas por direitos de autor, desde o início.

O Parlamento quer garantir que as plataformas de partilha de conteúdos e os agregadores de notícias não privem os artistas de remuneração quando utilizam os seus conteúdos.

As empresas digitais terão de assegurar que qualquer material carregado protegido por direitos autor esteja bloqueado se nenhuma taxa tiver sido paga. Os editores de imprensa também devem poder reivindicar um pagamento se as plataformas utilizarem os seus conteúdos. É uma situação equilibrada entre dois direitos fundamentais: por um lado, a liberdade de expressão e, por outro lado, os direitos de propriedade. Os autores e os artistas também teriam direitos de negociação mais fortes, para reforçar a sua posição ao lidar com plataformas grandes e poderosas. Poderão rescindir cláusulas de exclusividade ou exigir um pagamento superior se o valor que receberam for excessivamente baixo.

Numa tentativa de encorajar as start-ups e a inovação, o texto isenta da diretiva as pequenas e as microplataformas. As enciclopédias em linha ou as plataformas de software de fonte aberta, como a Wikipedia e o GitHub, estarão isentas das regras.

A proposta também prevê exceções para os conteúdos utilizados para a educação e em instituições culturais, como museus e bibliotecas.”

Fonte: https://www.europarltv.europa.eu/pt/programme/eu-affairs/new-copyright-rules-for-the-digital-age-1

 

 
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Publicado por em 21 de Setembro de 2018 em Bibliotecando, Cidadania, Literacias

 

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