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Arquivo da Categoria: Tradições

Um olhar sobre Santarém

Educar o olhar é sensibilizar para a Beleza, valorizar a diversidade, mover o outro para o reconhecimento  do património e da História.

Há pessoas e instituições que nos marcam –  definiram o passado coletivo, alicerçam o presente, lançam as coordenadas do futuro. 

Assim é  Santarém, assim são os monumentos da cidade, assim são as figuras que de Santarém nasceram para a  pátria e para o mundo.

Em S. Francisco, convento preferido por dinastias, lugar de histórias e História, os alunos dos Agrupamentos do concelho de Santarém expõem olhares  sobre o património.

O Agrupamento Sá da Bandeira mostra o seu patrono, o Marquês de Sá da Bandeira, como figura tutelar da cidade e do país. O humanista,  político,  soldado,  homem de valores e princípios projetados muito para lá do seu tempo,  vive nas memórias e nos sítios.

Esta é a essência dos trabalhos apresentados pelos nossos alunos. 

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Novembro, 11 – Dia de S.Martinho

Martinho de Tours nasceu na Hungria, por volta de 317. Estudou em Pavia. Embora tenha sido soldado durante muito tempo, a intensa espiritualidade que sempre o caracterizou encaminhou-o para a vida religiosa. Foi bispo, viveu como monge.  

Morreu num dia 11 – em 397 – assim como aquele, chuvoso e frio, em que, anos antes, teria encontrado um mendigo seminu, com quem, sem hesitar, dividiu o manto.  Diz a lenda que, miraculosamente, um sol generoso substituiu a chuva  e aqueceu ambos, nobre e pedinte. 

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St. Martin and the Beggar – Alfred Rethel (1816-1859)

A maravilha terá acontecido em Amiens, França.
Como o milagre, assim a morte de Martinho foi no mês das brumas – novembro.
Este é o tempo do vinho novo e das castanhas, dos cogumelos e das trufas de excelência, dos frutos laranja.
Brindemos ao Santo, honremo-lo nesta simbologia da época: com a solidariedade, a aceitação da diferença e a gratidão pela eterna novidade da Vida.

 
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Publicado por em 11 de Novembro de 2018 em Bibliotecando, Tradições

 

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Dia da Espiga

Tradição é saber que nos transmite valores de esperança na vida. Assim é  o Dia da Espiga.

Espiga-Significado

 

 
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Publicado por em 10 de Maio de 2018 em Bibliotecando, Tradições

 

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Voz – o Dia Mundial

No Dia Mundial da Voz, ocorre evocar os ditos populares portugueses. Dizem as gentes que ‘voz do povo é voz de Deus’; já a ‘voz da verdade’ vem da boca das crianças. Porém, ‘a vozes loucas, orelhas moucas’ avisam os mais experientes, talvez os mesmos que nos previnem –  ‘vozes de burro não chegam ao céu’. Certo é que,  frequentemente, ‘são mais as vozes que as nozes’, daí que ‘em boda de pobres tudo são vozes’…

A sabedoria popular é  manancial temático, que sobre tudo tem sentença. 

Na Biblioteca da Sá da Bandeira,  há literatura  para conhecer os ditados em língua portuguesa:

Provérbios

Celebremos este dia com duas vozes privilegiadas:

 

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Carnaval

Carnaval, poesia e máscaras

Depus a máscara e vi-me ao espelho.

Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada…
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sou a máscara.
E volto à personalidade como a um terminus de linha.

Álvaro de Campos

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Giovanni Domenico Tiepolo – Scène Carnival, le menuetMuseu do LouvreParis

 

 

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Mitos fundadores em Santarém – a exposição

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Mitos fundadores em Santarém

Conhecer a realidade dos mitos, viajar com a lendas pela cidade velha de séculos: eis o percurso da identidade escalabitana.

Sabemos que os mitos são poéticos e etéreos, fundam realidades; já as lendas recriam o encantatório da realidade.

Scálabis nasce do mito – Ulisses, Abidis – e pelos trilhos de Esca-Abidis percorrem-se os lugares da lenda. Quem conta um conto acrescenta um ponto, crescente de lendas, estórias somadas, assim é hoje Santarém.

Desafoga-se a vista pelo miradouro de S. Bento, caminha-se do mito para a lenda, passeamos pela história popular. Começamos com Ulisses e Abidis, pelas mesmas colinas onde encontramos a pastorinha resgatada com o testemunho de Cristo. Notamos Santa Iria, e a vista rodeia a colina de onde sobem os meninos de Alfange até à casa de S. Frei Gil. Acompanhamos o tempo e a História, temos notícia do Alfageme Fernão Vaz, conhecemos o Santíssimo Milagre, sorrimos das cabaças que evocam o desagrado de D. Manuel perante obra mal feita.  

Eis-nos de volta ao planalto de S. Bento, onde estamos, e de onde a vista alcança passado e presente, memória e futuro.

Estamos no XIX Encontro Internacional de Jovens Cientistas de Escolas Associadas da UNESCO.

Mitos-Visita0

Mitos-Visita

O mito é o nada que é tudo.

O mesmo sol que abre os céus

É um mito brilhante e mudo —

O corpo morto de Deus,

Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,

Foi por não ser existindo.

Sem existir nos bastou.

Por não ter vindo foi vindo

E nos criou.

Fernando Pessoa Mensagem

 

 

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