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Orgulhosamente Sá da Bandeira

Palavras são como  cerejas –  braço dado, uma ampara outra, as duas falam, outra se lhes junta, subitamente uma frase, um texto e de conversa nasce poema, conto, novela, romance, saga.

Assim, também as telas, sedentas de cor, traço sentido, pinceladas clássicas, risco modernista ou luz barroca.

Maio é como palavras e telas, verdejante, solar e amadurecido, azul ora límpido ora algodoado, inverno ido, primavera madura, verão anunciado.

Por isso, a Biblioteca da Sá da Bandeira convoca os alunos que trazem maio na escrita e nas telas, os  conhecidos, já estudados por muitos,  e os que vão publicando.

Convidamos todos a ver a exposição com as obras  daqueles de quem dizemos

ORGULHOSAMENTE SÁ DA BANDEIRA:

 

 

 

 

 

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Bernardo Santareno

Bernardo Santareno, nascido

António Martinho do Rosário, em Santarém, a 19 de novembro de 1920,

foi aluno do Liceu Nacional de Santarém.

BernardoSantareno

É considerado o mais universalista dramaturgo português do século XX:

O teatro de Santareno pela sua estrutura, do aristotélico inicial, ao épico brechtiano da segunda fase (convergindo aqui com autores como José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro), ou ao popular revisteiro e o panfletário da última fase; pela linguagem, a um tempo lírica e telúrica, excessiva nas suas reverberações semânticas; pela universalidade e singularidade dos temas que aborda (a solidão, os medos, o místico, o desejo, a morte, o erótico), tornam a sua escrita, o seu teatro, não apenas de ressonâncias ibéricas ou limitado a um universo de cultura latina ou mediterrânea, mas de clara expressão universalista. (Domingos Lobo)

Desencontro

Jograis e trovadores,
vagabundos de todos os tempos,
são os meus parentes.
Não me peçam construções,
nem atos úteis de momento:
Eu sou um adolescente
e nunca serei adulto.
Não me peçam sobriedade,
nem gestos medidos, cinzentos:
Eu sou um arlequim
e visto-me de encarnado,
como as aves no firmamento
e como as flores na terra!
Não me exijam palavra certa,
nem honra… P’ra quê ilusões?
Nem santo, nem herói, nem mestre:
Eu sou um poeta
e só posso dar canções!

Bernardo Santareno

 
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Publicado por em 19 de Novembro de 2015 em Bibliotecando, Literatura, Memória

 

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