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Arquivo de etiquetas: Fernando Pessoa

130 anos de Pessoa(s)

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Se a literatura portuguesa tivesse a sua época de festejos populares  Fernando Pessoa seria , certamente, um dos mais celebrados, dos que mais venderia, aquele que mais refletiria as tendências do marketing. Nos mais inusitados objetos se encontra a imagem de Pessoa – dos baralhos de cartas às camisolas, das pens às estilizadas sardinhas, dos tradicionais postais a embalagens de gomas, de canecas  a blocos de apontamentos, de canetas a isqueiros, de panos de louça a serviços de café – uma miríade de opções. 

Álvaro de Campos talvez o tivesse adivinhado 

Assim, como sou, tenham paciência!

Há 130 anos nasceu o génio que  tantas edições motiva:

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Há 83 anos (a 13 de janeiro de 1935) escreveu, na carta a Adolfo Casais Monteiro:

“Sou um dos poucos poetas portugueses que não decretou a sua própria infalibilidade, nem toma qualquer crítica, que se lhe faça, como um acto de lesa-divindade. Além disso, quaisquer que sejam os meus defeitos mentais, é nula em mim a tendência para a mania da perseguição.(…) Não penso nada do Caeiro, do Ricardo Reis ou do Álvaro de Campos. Nada disso poderei fazer, no sentido de publicar, excepto quando (ver mais acima) me for dado o Prémio Nobel. E contudo — penso-o com tristeza — pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria, pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida.”

Se a vida lhe tivesse dado tempo…

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O Fernando morreu, viva o Pessoa!

Nos 80 anos da morte de Fernando Pessoa, os professores motivaram,

os alunos desenharam, escreveram, colaram, expuseram

e a Biblioteca mostrou a mais recente bibliografia pessoana.

O Fernando morreu, viva o Pessoa!

 
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Publicado por em 30 de Novembro de 2015 em Bibliotecando, Literatura, Memória

 

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Dia de Portugal III

Esta é a ditosa Pátria minha amada

Camões2012 (1)

     Deus, dá-me força para delinear, para perceber a síntese total da psicologia e da história psicológica da nação portuguesa! Todos os dias os jornais me trazem notícias de factos que são humilhantes, para nós, Portugueses. Ninguém pode conceber como eu sofro com eles. Ninguém pode imaginar o profundo desespero, a enorme dor que perante isto se apodera de mim. Oh, como eu sonho com aquele Marquês de Távora que poderia vir redimir a nação — um salvador, um verdadeiro homem, grande e dominador que nos endireitaria. Mas nenhum sofrimento pode igualar aquele que me leva a perceber que isto não é mais do que um sonho.
    Eu nunca sou feliz, nem nos meus momentos egoístas nem nos meus momentos não egoístas. A minha consolação é ler Antero de Quental. Finalmente, em mim, o espírito de Lutero. Oh, como eu compreendo o profundo sofrimento que era o seu.
Devo escrever o meu livro. Tremo de pensar qual possa ser a verdade. Ainda que seja má tenho que escrevê-lo. Queira Deus que a verdade não seja má!
    Gostaria de ter escrito isto num melhor estilo, mas a minha capacidade para escrever desapareceu.

Fernando Pessoa, in ‘Manuscrito (5/9/1908)’

 

 

 

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Os clássicos no Jardim Infantil

A  Biblioteca da Sá da Bandeira apresenta os clássicos portugueses ao público infantil.

Com fantoches e adaptações das obras mais conhecidas, os clássicos visitam as escolas!

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