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Espiga em Ascensão

Josefa de Óbidos

Tradição – saber dos valores que são essência da vida.

Quinta- feira de Ascensão é dia de ir à Natureza , trazer para casa os símbolos da fartura e da felicidade: Alegria e Paz, Amor e Saúde, Pão, Ouro e Prata.

Assim seja até ao próximo ano.

 
 

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A Língua Portuguesa

Do Português dos trovadores, língua-pátria de todos nós, à língua  de onde se vê o mar, assim discorre Marco Neves sobre pureza e bastardia linguística:

“...o português julga que vem do latim, essa língua imperial, mas nem sempre se lembra que o latim era outro: não o latim dos intelectuais romanos, mas a língua do padeiro. E do ferreiro. E da mulher da vida. E do soldado. Sim, também temos Cícero a correr nas veias da língua, mas menos do que gostam de imaginar os que sonham com uma qualquer nobreza do português.

(…)misturámos esse nosso galego com uns pós de árabe – e nem sequer era bem o árabe, mas sim os pedaços de árabe que já vinham misturados, como pedaços de chocolate numa bolacha, no moçárabe, a língua do povo do Sul da península.

Durante séculos, o nosso português era a língua vulgar e o antigo latim continuava no seu trono. Enfim, lá se tornou oficial e, mais tarde, inventámos algumas palavras a soar a grego e também fomos outra vez ao latim para lhe dar um ar mais cultivado…

Mas não nos enganemos: a língua continuou a ser um bicho sem tino. Importámos palavras de todo o lado. Até Os Lusíadas têm palavras de muitas paragens (e castelhanismos de sobra).

Então se nos afastarmos da língua escrita, se olharmos para a língua da rua, essa sempre se misturou, sempre se deixou levar por manias e modas, sempre pisoteou todas as ideias de pureza. Lá vieram palavras do francês, do italiano, do inglês, das línguas índias e muito mais (mas descansem, meus caros, pois também oferecemos palavras a outras línguas: ao inglês, ao castelhano, ao francês – até ao japonês).

E, claro, depois, nas naus, lá foi o português e lá se espalhou pelo mundo, e em todo o mundo se misturou e se pintalgou: a nossa língua também é mestiça, ó gente armada ao puro!

Sim, eu sei: se a língua nasceu na rua, os escritores e os gramáticos deram-lhe lustro, limaram-lhe as arestas, escolheram isto em vez daquilo. Mas a verdade, também, é que a literatura se alimenta dessas correntes obscuras, da língua doutros sítios, doutras gentes – não é de todo feita duma linguagem depurada: muito antes pelo contrário. Poucos bons escritores conseguiriam escrever se a língua fosse qualquer coisa de artificial ou um bicho domado. Não: a literatura vive desse bicho selvagem criado nas ruas, nas camas, nas noites – a língua de todos, de quem insulta e ama, de quem vende e compra – e por isso tem de misturar, aprender, mudar –, de quem tem pouca paciência para queixas, de quem precisa, agora, de falar, às vezes à pressa, muitas vezes com um sorriso na boca, ou um grito, ou um segredo, ou um beijo.”

IncríverHistóriaSecretadaLínguaPortuguesa

 
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Publicado por em 5 de Maio de 2020 em Bibliotecando, Português

 

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Bibliotecas – Plano E@D

As Bibliotecas do Agrupamento Sá da Bandeira integram o Plano E@D.  À distância de um clique, continuamos a estar presentes para os nossos utilizadores.

E@D2

Alunos, professores, pais e encarregados de educação  podem aceder aos diferentes serviços visitando os blogues ou contactando por mail.

E@D3

Cumprindo as normas de segurança, a Biblioteca da Sá da Bandeira disponibiliza ainda o serviço de empréstimo a toda a comunidade – leitura domiciliária (livros, audiolivros); filmes; outros recursos. Basta telefonar, reservar os documentos /livros pretendidos e ir levantar  na portaria da

Escola Secundária de Sá da Bandeira:E@D4

 

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A Biblioteca Escolar no Plano de E@D

A Rede de Bibliotecas Escolares publicou o documento   A Biblioteca Escolar no Plano de E@D, que apresenta sugestões para um trabalho articulado das Bibliotecas com   os princípios para a implementação do ensino a distância (E@D) nas escolas.

E@DE@D1

 

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Bernardo Santareno

…Em ti deitaste raiz

tronco fino mas não frágil

e inventaste um país

maior mais livre e mais ágil.

De tudo te disfarçaste

cigano vadio actor

mas nunca te amordaçaste

nem português nem escritor.

Escrevendo com sangue e letras

entraste na grande guerra

dos operários poetas

que escreveram esta terra.

Hoje a luta recomeça

mas já de igual para igual

muito obrigado Bernardo

Santarém de Portugal.

José Carlos Ary dos Santos in Bernardo Santareno, Português, escritor, quarenta e cinco anos de idade. Lisboa: Ática, 1

ANEXO 4_BS - SELO OFICIAL CENTENÁRIO.CDR

 
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Publicado por em 6 de Março de 2020 em Sem categoria

 

Aniversário

 

  Aniversário – um blogue, 5 anos  de  impressão ‘digital’ da Biblioteca a testemunhar:

 15 autores – 17 apresentações de obras – 8 lançamentos de obras -5 sessões públicas de teatro, performance e testemunho.

ImagemPinterest

Uma impressão digital da Biblioteca.

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Happy

 
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Publicado por em 27 de Novembro de 2019 em Bibliotecando

 

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A leitura é poliédrica

Um projeto de leitura tem  sempre uma ideia subjacente. A nossa conceção é esta:

A leitura é o meio mais democrático e subversivo

de apropriação do mundo.

 

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