Da nascente até ao mar

Bernardo Santareno: da nascente até ao mar, obra de José Miguel Noras, presentifica a vida de António Martinho do Rosário – o aluno do Liceu, que percorreria o caminho da escrita como Bernardo Santareno. No livro, acompanhamos os passos mais ínfimos do dramaturgo, desde a nascente até ao mar.

«Nada é firme, nem seguro nesta vida: Não fazemos outra coisa, que não seja experimentar caminhos, nunca chegaremos a um fim. É precisa muita coragem para se viver, sobretudo num país como o nosso, neste tempo e quando não se é de todo estúpido e inculto

O livro, apresentado ao público no dia de aniversário de Santareno, já está na biblioteca da Sá da Bandeira. A Escola também guarda os registos: matrículas, registos de ano, exames, cadernetas, toda uma documentação que pode ser consultada, sob requisição.

Santareno – Desencontro

Desencontro

Jograis e trovadores,
vagabundos de todos os tempos,
são os meus parentes.
Não me peçam construções,
nem atos úteis de momento:
Eu sou um adolescente
e nunca serei adulto.

Não me peçam sobriedade,
nem gestos medidos, cinzentos:
Eu sou um arlequim
e visto-me de encarnado,
como as aves no firmamento
e como as flores na terra!
Não me exijam palavra certa,
nem honra… P’ra quê ilusões?
Nem santo, nem herói, nem mestre:
Eu sou um poeta
e só posso dar canções!

Bernardo Santareno

Tim canta Bernardo Santareno – Desencontro

José Saramago, 98 anos

Na Biblioteca da Sá da Bandeira, José Saramago habita a classe 8 da CDU. Para o encontrarmos, procuramos o romance, na literatura portuguesa -‘morada’ 821.1434.3-31.

Parabéns ao escritor mais requisitado na Biblioteca da Sá da Bandeira!

António, aluno do Liceu

António Martinho do Rosário frequentou o Liceu Sá da Bandeira, em Santarém, de 1932 a 1939. Os registos mostram o percurso de um aluno em progressão constante, com classificações acima da média. Termina o curso com 15 valores.

Bernardo Santareno estudante

Novembro, mês de Santareno

Em novembro de 2020, António Martinho do Rosário completa 100 anos.

Sabemos pelos registos que entrou no Liceu em 1932. Aqui, terá como professor António Ginestal Machado, de cuja filha será grande amigo. É nos tempos de Liceu que ensaia já o pseudónimo Bernardo Santareno, apresentado ao público na década de 50.

Registo de matrícula

Dia Mundial da Alimentação

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Comer, alimentar o corpo, nutrir afetos, alegrar a alma – somos felizes à mesa, em família ou com amigos. A gastronomia perpetua a herança dos alimentos; faz perdurar as tradições das dietas, um dos traços identitários mais genuínos que caracterizam as diferentes regiões do mundo; é um modo de viajar pelos sabores e conhecer outras humanidades, outras agriculturas, outras geografias.

O Dia Mundial da Alimentação lembra que todos deveriam ter direito a uma refeição digna – Enquanto família humana, a nossa prioridade é um mundo sem fome.

Na Biblioteca da Sá da Bandeira, recuperamos uma obra fundamental para a história da alimentação: 6000 anos de pão, de Heinrich Eduard Jacob. Aí, lemos que “O pão está ligado à civilização ocidental há seis mil anos – desde os Egípcios que o inventaram – embora a epopeia dos cereais busque alimento na humanidade há quase quinze mil anos. A história do pão assenta fundamentalmente no trigo e no centeio. O pão no sentido técnico da palavra é uma descoberta química – uma prodigiosa e extraordinária descoberta química do homem. Porque o pão que faz viver o homem só pode sobreviver pela mão do homem.

Para ler este e outros livros relacionados com a alimentação – história, diversidade, nutrição, gastronomia, culinária, agricultura – basta consultar a zona da classe 6, subdivisões 63, 641, 664.

Dia Mundial do Professor

Criado em 1994 pela UNESCO, o Dia Mundial do Professor pretende lembrar ao mundo o papel fundamental daqueles a quem Meirieu considera o próprio futuro, base fundamental do triângulo pedagógico educando – saber – educador.

Neste dia, a imprensa e as redes sociais evocam os mestres “sal da terra, luz da humanidade”:

Sem professores, nenhuma outra profissão existiria. Sem professores, a herança científica, tecnológica e artística tenderia a desaparecer. Sem professores, a vida social e cultural ficaria mergulhada num deslaçamento caótico.

Na Biblioteca da Sá da Bandeira, os docentes têm ao dispor a atualizada secção 37, da CDU. Neste blogue, as páginas sobre ferramentas tecnológicas, com tutoriais e hiperligações, assim como o acesso a recursos digitais de acesso livre, permitem o trabalho em linha profícuo e inovador.